Colossenses e a Perfeição em Cristo

colossenses COCEBEOntem a exposição da carta de Paulo aos irmãos da Igreja de Colosso foi muito edificante e proveitosa para nossa igreja. Dando continuidade a 1º mensagem pelo Pb. Francisco Mariano, o Pb. Alexandre Ramos, pastor da COCEBE, expôs esta carta tão atual e relevante para nós hoje.

O Capítulo 1 e 2 foi examinado ponto a ponto e neles vimos a aplicação prática para nossos dias desta mensagem tão atual pois nela Paulo aponta erros e conceitos que permeiam nossa atual teologia frouxa e relaxada. Paulo combate o Gnosticismo, o Misticismo e o Legalismo. Tendo plena certeza de que estes erros são comuns nos arraiais do SENHOR nos dias atuais, recebemos uma mensagem extremamente necessária.

O Gnosticismo advogava a favor de uma revelação maior, melhor e definitiva, acima da mensagem de Jesus Cristo e do ensino transmitido pelos apóstolos. A revelação até então dada a Igreja acerca do Evangelho era incompleta segundo os gnósticos, e era necessário para a edificação e crescimento em santidade e salvação, uma revelação extra. Deus daria a cada um uma revelação definitiva que conduziria o indivíduo a níveis mais altos em direção à perfeição diante de Deus.

O Misticismo era outra doutrina comum na comunidade de Colosso. Outros rituais estavam sendo praticados e ensinados mas que não eram aquelas cerimônias instituídas por Cristo que são o Batismo e a Ceia. Esses rituais impeliam os praticantes ao ritualismo e misticismo como formas de elevação espiritual. Por isso Paulo cita o batismo e a morte com Cristo nessas águas. Esse ritual era definitivo para o crente não necessitando de nenhum outro pois nele pela fé o crente foi sepultado pelo batismo e ressuscitado pela fé JUNTAMENTE com Ele.

O Legalismo é claramente outro ensino combatido por Paulo nesta carta. Através de observância de certos mandamentos, cumprimento de certos rituais e a imposição a si mesmos de certas práticas, os mestres legalistas ensinavam que se alcançaria a perfeição e crescimento diante de Deus bem como o Seu favor de maneira mais plena. Através de práticas e observâncias diversas Deus agiria em favor dos praticantes de certas invenções humanas.

É possível observar certas práticas em diversos segmentos da igreja hoje que inevitavelmente se encaixam nessas práticas denominadas Gnosticismo, Legalismo e Misticismo. Algumas comunidades ditas cristãs praticam todos estes erros. Muitos líderes assumem o papel de cabeças da Igreja e sem embaraço algum declaram possuir acesso ao Pai para receber Dele as revelações de que a Igreja precisa. Isto não está patente a todo aquele que crê mas apenas a pastores, profetas e apóstolos contemporâneos. Isto nada mais é do que gnosticismo e negação do sacerdócio universal. Assim também observamos que o legalismo é outra prática muito comum em nossas comunidades pois há um senso comum de que se cumprirmos mandamentos e obedecermos a Deus, obteremos por isso o Seu favor e seremos mais amados por Ele.

De modo vulgar e escancarado como exemplo de legalismo em nossas igrejas podemos falar acerca do ensinamento sobre dízimos e ofertas. Há o ensino de que devolver o dízimo e a oferta garante a multiplicação. Damos a Deus para podermos receber, esta é a raiz do legalismo. Mesmo a obediência a mandamentos claros e comuns da Escritura devem ser cumpridos por causa já do amor de Deus mostrado a nós. Não obedecemos para sermos salvos, mas obedecemos por causa da salvação já garantida pela obra de Jesus. Aliás somente o salvo pode obedecer de modo a agradar a Deus pois é Cristo e Seu Espírito que impelem o salvo a obedecer, o contrário é impossível isto é, obedecer para receber a salvação e o Espírito.

Revelações especiais, atos proféticos e rituais de batalha espiritual…, estas práticas são condenadas pela escritura. Paulo as combate de modo veemente e incisivo não deixando margem para que caiamos nessas práticas.

A apresentação de Jesus à Igreja de Colosso deve ser feita novamente à nossa Igreja a cada dia. Quem é Jesus? Quem é o SENHOR? Isso deve ser respondido a cada culto, a cada reunião.

Jesus, aquele cujo nome é invocado sobre nós em nosso batismo e durante nossa jornada, é ninguém menos do que aquele que “é imagem do Deus invisível” (Cl 1.15), por isso, estando Nele não necessitamos de nada mais do que Dele a cada dia. Em Jesus Cristo nosso senhor, Deus o Pai deixou de ser invisível pois Ele é a Imagem Do Invisível! Além de Cristo não precisamos de mais nada.

Paulo anunciava a Cristo para poder apresentar a Deus “todo o homem perfeito em Jesus Cristo” (Cl 1.28). A mensagem que recebemos ontem na COCEBE foi esta: Voltemos do Gnosticismo gospel, do Misticismo e do Legalismo gospel para Cristo Jesus. Não precisamos de nada além da mensagem de Jesus e dos apóstolos pois estamos “… perfeitos nEle, que é a cabeça de todo o principado e potestade” (Cl 2.10)

Por: Pb. Alexandre Ramos – Pr. da COCEBE

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