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Vaticano mostra ossos de São Pedro Pela 1ª vez

ossos-são-pedro-afp-241113-bandabO Vaticano mostrou publicamente pela primeira vez o que se acredita ser os restos mortais de São Pedro.
O papa Francisco acenou com incenso sobre a caixa de bronze contendo os pequenos fragmentos de ossos, antes de uma missa na Praça de São Pedro.
As relíquias, que normalmente ficam guardadas na capela do apartamento papal no Vaticano, foram anunciadas como provavelmente
pertencentes a Pedro pelo papa Paulo 6º, em 1968, embora estudiosos tenham contestado a alegação. (fonte:Jornal Metro).

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Católicos, Apostólicos e Romanos

Bento_XVI01Após 496 anos da reforma protestante muita coisa aconteceu dentro das igrejas frutos da reforma. Muitas divisões aconteceram, diferentes denominações surgiram por algumas divergências doutrinárias, mas toleráveis. Visto que por sermos limitados por nossa natureza pecaminosa, nunca chegaremos a unidade de pensamento, pois enquanto não formos redimidos por completo nunca chegaremos a conhecer a verdade de maneira plena.

Mas da década de 80 para cá, um movimento chamado de Neopentecostalismo vem crescendo significativamente no meio protestante. Esta SEITA (como eu gosto de nomeá-la…) traz ensinamentos que ferem em grande parte o que foi defendido pelos reformadores, levando mais uma vez a igreja a práticas muito parecidas com as que praticava na idade das trevas.

Os líderes desse movimento estão muito preocupados com a influência política da igreja, para satisfazerem seus interesses. Montam grandes impérios com o dinheiro que ganham dos fiéis. Com toda sua influência e oratória formam “crentes” a cada dia mais ignorantes em relação as escrituras, botando-as em segundo plano em seus púlpitos e reuniões.

Deste movimento queria destacar 5 pontos em que se assemelha a igreja católica:

1. As igrejas mais uma vez se tornam mediadoras entre Deus e os homens. Grandes líderes detém o poder de curas, milagres e outros tipos de poderes sobrenaturais. E as pessoas que quiserem ter acesso a esses benefícios tem de procurá-los.

2. Com o surgimento de novos “apóstolos”, vem novas revelações diretamente de Deus para esses homens. Que muitas vezes vão de encontro as escrituras sagradas.

3. Esses grandes apóstolos funcionam como os donos da verdade. O que é dito por eles é lei. Não se pode contestá-los pois são “ungidos do Senhor”. E quem vai de encontro a suas ideias são chamados de inimigos da fé. Alguns chegam a amaldiçoar seus perseguidores. (Qualquer semelhança com o papado não é mera coincidência).

4. As indulgências voltam, mas disfarçadas de ofertas, “dízimos”, objetos abençoados e etc. Todas essas coisas são vendidas aos fiéis com a promessa de alcançarem o favor de Deus.

5. Diminuem a figura de Cristo a ponto de colocar em dúvida a sua Divindade.

Agora, tomando como base o livro de Hebreus vou apresentar Biblicamente o quanto essas práticas estão equivocadas:

1. Os capítulos 5, 7 e 8 de Hebreus apontam para Cristo como mediador da nova aliança, apontando para ele como sumo-sacerdote da ordem de Melquisedeque. Que diferente dos sacerdotes comuns, não adentou no santo dos santos, mas sim na presença do próprio Deus nos céus. Sendo desta forma o mediador entre Deus e os homens. Somente nEle temos livre acesso a Deus.

2. O capítulo 1 de Hebreus trata de afirmar a revelação messiânica como sendo a última e superior revelação de Deus para nós. Superior as dos anjos e dos profetas. Sendo Cristo a chave hermenêutica para se interpretar toda a bíblia. E que qualquer revelação diferente da de Cristo deve ser descartada.

3. Porque Cristo precisaria de substituto? A igreja católica age como se Jesus tivesse morrido e continuado morto. E sendo assim precisa que alguém cumpra sua função. Mas a Bíblia afirma que Cristo ressuscitou, e que continua comandando sua igreja, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder. E diz noutro lugar: “Tu és sacerdote PARA SEMPRE, segundo a ordem de Melquisedeque”. Hebreus 5:6

4. A bíblia nos diz que cristo é nosso advogado junto ao pai. Que nEle temos perdão de pecados. E que devemos nos confessar a Cristo, pois ele está a direita de Deus intercedendo por nós! (Hebreus 5,6 e 7)

5. A carta aos Hebreus nos ensina claramente que o sacrifício de Cristo foi único e suficiente, para nos redimir. Visto que os sacerdotes faziam sacrifícios uma vez ao ano, para redimir os seus pecados e os do povo. Cristo se ofereceu uma única vez por nós. Sendo ele mesmo entregue em sacrifício. O cordeiro puro, imaculado, unigênito de Deus com sua morte nos garante a vida eterna. (Hebreus 9 e 10).

É evidente o quanto foi importante o estudo do livro de Hebreus para se combater os falsos ensinos da Igreja católica da idade das trevas, e daí surgir o protestantismo, trazendo Cristo de volta pro Cristianismo. E ainda hoje ele serve muito bem para nos alertar sobre os ensinos heréticos atuais. Como se pode observar a muitas semelhanças entre as práticas da igreja anterior a reforma e as que estão sendo resgatadas pelo movimento Neopentecostal atual.

Não há nada de novo. A igreja já combateu esses ensinos uma vez. E por meio desse texto venho convocar a igreja para mais uma vez entrar na guerra pela verdade. Não deixemos Cristo e sua obra mais uma vez serem postos de lado dentro de nossas igrejas. Cristo é o DONO DA IGREJA. E tal só existe por que e Ele a edificou!

Para terminar esse texto deixo o alerta que o Autor de Hebreus fez aos Cristãos da época, que estavam querendo descartar Cristo e voltar ao judaísmo. Que serviu muito bem na reforma, e que serve para hoje, onde Cristo não tem lugar dentro de “nossas” igrejas. Deus requer a glória devida ao seu Filho, e todos nós um dia estaremos diante do Deus vivo para lhe prestar contas!

“Quão mais severo castigo, julgam vocês, merece aquele que pisou aos pés o Filho de Deus, que profanou o sangue da aliança pelo qual ele foi santificado, e insultou o Espírito da graça? Pois conhecemos aquele que disse: “A mim pertence a vingança; eu retribuirei”; e outra vez: “O Senhor julgará o seu povo”. Terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo!” Hebreus 10:29-31

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Guilherme Barros é parceiro subversivo e escreve na UMP-da-Quarta. Divulgação: Púlpito Cristão.

Extraído de: Hebreus, a Reforma, e o Séc. XXI

Evento de Final de Ano na Igreja O Brasil Para Cristo

IBBC

Renato Vargens e Heber Campos Jr. na rua Conde de Sarzedas

Cafe-Teologico-Genebra-VEA Editora Fiel convida para o Café Teológico “Renovando a Mente”, a ser realizado no dia 30/11 às 10 horas, na galeria Cultura Bíblica, oportunidade em que lançará os livros Tomando Decisões Segundo a Vontade de Deus, de Heber Campos Jr, e Reforma Agora, do autor carioca Renato Vargens. Os autores participarão de um debate informal sobre o importante papel do cristão na construção de igrejas saudáveis e genuinamente bíblicas. Será uma excelente oportunidade de ouvi-los abordar sobre assuntos que enriquecerão a sua visão de igreja. A entrada é gratuita e não é necessário fazer inscrição. Participe!

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Local: Rua Conde de Sarzedas, 22 – Sé, São Paulo – SP

Para mais informações, acesse o site: Café Teológico – galeria Cultura Bíblica

 

POSTAGEM Nº 50 – Existem apóstolos nos dias de hoje?

Por João Rodrigo Weronka

É curioso observar como algumas igrejas evangélicas tem facilidade em aceitar novidades. E é triste verificar a falta de empenho dos cristãos em observar as Escrituras e analisá-las com sensatez e cuidado. Triste também é saber que poucas são as igrejas que motivam seus membros ao estudo sistemático da Bíblia, ao aprofundamento teológico, a formação de grupos de estudo e discussão sobre as doutrinas cristãs e que verifiquem na Bíblia se as coisas realmente são como é pregado. Aliás, não é pecado analisar se os ensinos e a pregação estão em conformidade com as Sagradas Escrituras (Atos 17.10-11).

Dentro desta miscelânea de revelações e novidades que temos observado, é importante expressar-se sobre o caráter das revelações: 1) as revelações nunca deverão ser colocadas acima da Bíblia. A Bíblia é a palavra final e autoridade máxima, já que se trata da inerrante Palavra de Deus; 2) Se a revelação está em desconformidade com a Bíblia, descarte imediatamente tal revelação. Deus não é Deus de confusão (1 Coríntios 14.33) As experiências pessoais não podem ser colocadas acima das Escrituras Sagradas, pois estas já contêm a revelação do propósito de Deus ao homem.

Nestes tempos de tantas novidades, algo chama atenção de maneira muito preocupante na história recente da igreja: trata-se do Apostolado Contemporâneo, ou Restauração Apostólica. Muitos têm se levantado como apóstolos nestes dias. Apóstolos ungindo apóstolos e criando uma hierarquia apostólica. Alguns pastores que, talvez por se sentirem menores que seus colegas de ministério que foram ungidos como apóstolos, ungem-se a si mesmos e se auto-proclamam apóstolos. Não há fundamento para o chamado ministério apostólico contemporâneo pelo simples fato do mesmo não possuir respaldo bíblico.

O termo

Segundo o Dicionário Bíblico Universal, o termo apóstolo “significa mais do que um ‘mensageiro’: a sua significação literal é a de ‘enviado’, dando a idéia de ser representada a pessoa que manda. O apóstolo é um enviado, um delegado, um embaixador” (Buckland & Willians, p. 35) . A Bíblia de Estudo de Genebra também aplica esta descrição, dizendo que apóstolo “significa ‘emissário’, ‘representante’, alguém enviado com a autoridade daquele que o enviou” (Bíblia de Estudo de Genebra, p. 1272).

A frágil sustentação

Aqueles que defendem esta frágil posição, têm se sustentado principalmente na má interpretação do texto de Efésios 4.11 para o uso do ministério apostólico para nossos dias. O texto de Efésios 4.11 diz: “E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres”.

A refutação

As regras mais simples de hermenêutica nos ensinam que os textos sagrados nunca devem ser tirados de seu contexto. E no contexto da epístola de Paulo aos Efésios, temos no capitulo 2 o texto que prova que este ministério não mais existe. Antes de citar o texto, é importante refletir: quando um prédio é construído, o que é feito primeiro? As paredes ou a fundação da obra? É obvio que todo alicerce, toda fundação é feita em primeiro lugar. Não é possível construir as paredes e no meio das paredes fazer a fundação. Efésios 2.19-20 diz: “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular”.

Cristo é a pedra angular e os fundamentos foram postos pelos apóstolos e profetas. Os evangelistas, pastores e mestres são os responsáveis pela construção das paredes desta obra. Como bem explica Norman Geisler “De acordo com Efésios 2.20, os membros que formam a igreja estão ‘edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas’. Uma vez que o alicerce está pronto, ele não é jamais construído novamente. Constrói-se sobre ele. As Escrituras descrevem o trabalho dos apóstolos e dos profetas, quanto à sua natureza, como um trabalho de base” (Geisler, p. 375).

A Bíblia registra o uso do termo apóstolo a outros personagens. Russel N. Champlin explica que “há também um sentido não técnico, secundário, da palavra ´apóstolo´. Trata-se de uma significação mais lata, em que o termo foi aplicado à muitas outras pessoas, nas páginas do NT. Esse sentido secundário dá a entender essencialmente ´missionários´, enviados dotados de poder e autoridade especiais” (Champlin, p. 288, v. 3). Nesse sentido o Ap. Paulo chamou a alguns irmãos por apóstolos seguindo este termo não técnico:

Personagem Texto
Tiago, irmão do Senhor Gálatas 1.19
Epafrodito Filipenses 2.25
Apolo 1 Coríntios 4.9
Andrônico e Junias Romanos 16.7

No contexto de Efésios 4.1, Paulo não estava se referindo a estes homens, mas sim aos 12, Matias (que substituiu Judas Iscariotes), e a si mesmo. Estes compunham, juntamente com os profetas, o fundamento da igreja (Efésios 2.19-20).

Existiam duas exigências fundamentais para que um apóstolo fosse reconhecido para tal função:

1) Ser testemunha ocular da ressurreição de Jesus Cristo (Atos 1:21-22; Atos 1.2-3 cf. 4.33; 1 Coríntios 9.1; 15.7-8);

2) Ser comissionado por Cristo a pregar o Evangelho e estabelecer a igreja (Mateus 10.1-2; Atos 1.26).

Assim como Matias, que passou a integrar o corpo apostólico por ser uma testemunha, Paulo, que se considerava o menor, por ser o último dos apóstolos, contemplou a Cristo no caminho de Damasco (Atos 9.1-9; 26.15-18), onde ocorreu o início de sua conversão. Ou seja, ambos preenchem os pré-requisitos para tal função. No entanto, os que se intitulam apóstolos em nossos dias não se encaixam nos padrões bíblicos que validam o apostolado.

É interessante que, enquanto o Ap. Paulo refere-se a si mesmo como “o menor dos apóstolos” (1 Coríntios 15.9), os atuais apóstolos tem por característica a fama e a ostentação do título. Tudo é apostólico! A unção é apostólica! Os eventos são apostólicos! As músicas são apostólicas! Nem de longe se assemelham com a humildade dos apóstolos bíblicos. Eventos, cultos e seminários se tornam mais interessantes quando a presença do Apóstolo Fulano é confirmada. É um chamariz: “venha e receba a unção apostólica diretamente do Apóstolo Beltrano”. Tais apóstolos têm se colocado como super-crentes, uma nova e especial classe da igreja, a elite cristã dos tempos modernos. Hoje existe de tudo um pouco neste balcão mercantil da fé: Apóstolo do Brasil, Apóstolo da Santidade, Apóstolo do Avivamento e até mesmo o mais popular apóstolo brasileiro, chamado por muitos por “Paipóstolo”.

Existem hoje ministérios com características apostólicas, no sentido das missões (envio) e no estabelecimento de igrejas. No entanto, isso não faz de ninguém um apóstolo nos padrões bíblicos. A forma como Wayne Grudem explica esse fato é muito esclarecedora: “Embora alguns hoje usem a palavra apóstolo para referir-se a fundadores de igrejas e evangelistas, isso não parece apropriado e proveitoso, porque simplesmente confunde que lê o Novo Testamento e vê a grande autoridade ali atribuída ao ofício de ‘apóstolo’. É digno de nota que nenhum dos grandes nomes na história da igreja – Atanásio, Agostinho, Lutero, Calvino, Wesley e Whitefield – assumiu o título de ‘apóstolo’ ou permitiu que o chamassem apóstolo. Se alguns, nos tempos modernos, querem atribuir a si o título ‘apóstolo’, logo levantam a suspeita de que são motivados por um orgulho impróprio e por desejos de auto-exaltação, além de excessiva ambição e desejo de ter na igreja mais autoridade do que qualquer outra pessoa deve corretamente ter”. (Grudem, p. 764).

É equivocado aplicar o termo “apóstolo” para ministros contemporâneos. A Bíblia de Estudo de Genebra concluí que “Não há apóstolos hoje, ainda que alguns cristãos realizem ministérios que, de modo particular, são apostólicos em estilo. Nenhuma nova revelação canônica está sendo dada; a autoridade do ensino apostólico reside nas escrituras canônicas” (Bíblia de Estudo de Genebra, p. 1272).

Tamanho o fascínio que os crentes possuem por essa Restauração Apostólica, gera preocupação nas lideranças mais sóbrias. Vale citar as sábias palavras de Augusto Nicodemus Lopes: “Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos auto-nomeados, mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira.” (Lopes, cf. blog do autor).

Conclusão

Os ofícios que o Novo Testamento expõem para a igreja, para aqueles que compõem sua liderança, são: Apóstolos, Pastores (ou Presbíteros, ou Bispos – já que todos os termos representam a mesma função/ofício – Tito 1.5-7; Atos 20.17,28) e Diáconos. Esta Restauração Apostólica não encontra subsídio bíblico ou histórico, portanto, levando em conta este contexto, e considerando principalmente que Paulo foi o último apóstolo, conclui-se que não existem apóstolos em nossos dias. Cabe a igreja de nossos dias, exercer suas funções sem invencionices e modismos, seguindo o puro e verdadeiro Evangelho.

Referências:

Buckland, AR. e Willians, L. Dicionário Bíblico Universal. São Paulo: 2001. Editora Vida
Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo: 1999. Editora Cultura Cristã
Geisler, N. e Rhodes, R. Resposta às Seitas. Rio de Janeiro: 2004. CPAD.
Champlin, RN. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, v. 3 e 4. São Paulo: 2002. Hagnos
Grudem, W. Teologia Sistemática. São Paulo: 1999. Edições Vida Nova.
AGIR – Agência de Informações Religiosas – http://www.agirbrasil.com
Augusto Nicodemus Lopes – http://tempora-mores.blogspot.com

fonte: http://www.pulpitocristao.com/2010/05/existem-apostolos-nos-dias-de-hoje/

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