Halloween (Gospel?) – Tradição e Culrura (da igreja?)

halloween-e-igrejaFatos sobre o Hallowen
O Dia das Bruxas (Halloween é o nome original na Língua inglesa) é um evento tradicional e cultural, que ocorre com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações dos antigos povos (Dos Povos Celtas séc. III).
Originou-se no Reino unido, talvez na Escócia ou Irlanda, isso tendo como base a etimologia do termo Hallowen (Allhallow-eve).

Estranho que alguns ramos do cristianismo tenham aderido à prática e memória da data de Hallowen pois sua origem é uma mescla de comemoração pagã com cristianismo apóstata. Não há menção alguma nas Escrituras sobre esta comemoração.
Desde o século IV a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar “Todos os Mártires”. Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio († 615) transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (Panteão) num templo cristão e o dedicou a “Todos os Santos”, a todos os que nos precederam na fé. A festa em honra de Todos os Santos, inicialmente era celebrada no dia 13 de maio, mas o Papa Gregório III († 741) mudou a data para 1º de novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente. Como festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e “All Hallow Een” até chegar à palavra atual “Halloween”

Ensinada nas escolas como parte do folclore, muitos pais cristãos optavam por proibir os filhos de participarem. Mas como o passar do tempo, foi sendo “absorvido” pela cultura e passou a ser, inclusive, celebrada em igrejas, com uma roupagem cristã e até evangelística.

Precisamos parar e pensar
Cristãos…, precisamos pensar um pouco mais sobre o que andamos fazendo. Temos um Senhor a servir e um testemunho a dar, por isso peço que você considere os seguintes fatos sobre Hallowen:

  1. Originalmente, tratava-se de um festival do calendário Celta, chamado de Samhain, (literalmente “fim do verão”) cujo objetivo era o culto aos mortos.
  2. Era uma data em que a Consulta aos Mortos fazia parte da celebração. Prática claramente proibida pela Bíblia.
  3. A Igreja Católica transformou essa data pagã de celebração e culto aos mortos em uma data de celebração e culto aos santos de seu “panteão”.
  4. Halloween ficou marcada pelo hábito das pessoas vestirem-se com fantasias assustadoras e distribuíram doces que substituem os alimentos oferecidos aos mortos; isto nada mais é do que a substituição das oferendas proibidas pela Bíblia (sacrifícios) pelos inocentes docinhos.

Hoje alguns pais estão vestindo seus filhinhos de bruxinhos, bruxinhas e caveirinhas ou diabinhos, pensando tratar-se de uma atividade sem maldade alguma. O que estes pais não percebem é que estão inculcando na mente de suas crianças práticas de povos inimigos de Deus, das quais o SENHOR proibiu terminantemente que seus filhos praticassem. “Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura e reta.” (Pv 20.11)

A ordem do SENHOR foi que “estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração, e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.” (Dt 6.6, 7)

Esses elementos (Culto aos mortos; Consulta aos mortos; Idolatria católica aos santos mortos; Oferendas aos mortos), estão sendo ensinadas subjetivamente às crianças e essas práticas serão elementos normais em suas vidas, sem efeito, ou até mesmo desejáveis quando forem adultos.

Querem comemorar algo? A data de 31 de Outubro marca justamente o aniversário da Reforma Protestante, e isso sim tem tudo haver com a Igreja e cultura bíblica que todo cristão deve possuir. Porque esses cristãos amorosos e pais permissivos não fazem com que seus filhos sejam ensinados sobre isso, sobre a Reforma? A resposta talvez seja simples. Porque eles mesmos não sabem a data. Se sabem não se importam, se se importam não comemoram o Dia da Reforma porque não é moda.

Precisamos atentar. Não se trata de superstição ou atrair o mal na forma de um “encosto” na vida de nossos filhos. Trata-se do mal real, que não deve ser ensinado e nem desejado que é o afastamento da vontade de Deus. Vá até a sua Bíblia e leia estes versos:

  • “Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne, nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o SENHOR.” (Lv 19.28)
  • “Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa [é] abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o SENHOR teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR teu Deus não permitiu tal coisa.” (Dt 18.10 a 14)
  • “Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu [sou] o SENHOR vosso Deus.” (Lv 19.31)
  • “Delas não comi no meu luto, nem delas nada tirei quando imundo, nem delas dei para os mortos; obedeci à voz do SENHOR meu Deus; conforme a tudo o que me ordenaste, tenho feito.” (Dt 26.14)
  • “E não andeis nos costumes das nações que eu expulso de diante de vós, porque fizeram todas estas coisas; portanto fui enfadado deles.” (Lv 20.23)
  • “Mas tu desamparaste o teu povo, a casa de Jacó, porque se encheram dos costumes do oriente e são agoureiros como os filisteus; e associam-se com os filhos dos estrangeiros,” (Is 2.6)
  • “Assim diz o SENHOR: Não aprendais o caminho dos gentios,… Porque os costumes dos povos são vaidade…” (Jr 10.2, 3)

Talvez você esteja pensando que isso seja algum exagero, ou uma opção abandonar ou não o Halloween. Bem, a médio-longo prazo, você poderá ver seu filho se afastando do caminho do SENHOR e fazendo a sua “opção” de escolher algo diferente.

Pai cristão eu nem citarei Pv 22.6 pois você deve conhecer este verso de cor; então como você pode vestir seu “bruxinho” no Hallowen e ao mesmo tempo acreditar que você está “no centro da vontade de Deus”? Pense nisso.

Ensino – Marcas de Uma Igreja Saudável

Nove Marcas - COCEBEIniciaremos no sábado (16/11/2013 – às 19:30h) em nossa Igreja a série de estudos das marcas de uma Igreja Saudável seguindo o modelo exposto no livro “9 Marcas de Uma Igreja Saudável”, da Editora Fiel, Pr. Mark Dever.

Neste ensino será possível que o membro de igreja reconheça quais são os aspectos e práticas fundamentais daquilo que caracteriza o corpo de Cristo, a Igreja.

Numa época onde o Utilitarismo domina a igreja e faz com que ela toda coloque de lado a Palavra de Deus e modifique o que for necessário no culto para atrair mais e mais membros, aquilo que caracteriza Igreja têm sido esquecido, mudado e até negado em alguns casos. Daí a necessidade destes estudos em nossas igrejas.

Dia 16/11/13, Sábado o tema será: Introdução: O que distingue e caracteriza a Igreja?

Os demais temas sequentes serão:

Marca 1: Pregação Expositiva
Marca 2: Teologia Bíblica
Marca 3: O Evangelho
Marca 4: O que é Conversão
Marcas 5 / 6: Que é Evangelização / Que é ser membro de Igreja
Marcas 7 / 8: Disciplina na Igreja / Discipulado e crescimento
Marca 9: Liderança bíblica na Igreja e Conclusão

O objetivo deste curso é ajudar os membros a terem consciência de cada um dos temas acima. Também fazer com que aquilo que caracteriza a Igreja seja mantido e defendido por cada membro. Você é nosso convidado. Participe conosco.

Carimbo COCEBE

A Manchete Preferida do Mundo é o Pecado da Igreja

Por: Pb. Alexandre Ramos – Pr. da COCEBE

a limpeza-ii-e1264182423994Brevemente iniciaremos em Igreja o estudo das marcas de uma Igreja Saudável tendo como base o material IX Marcas da Editora Fiel, Pr. Mark Dever.

A intenção é fazer com que os nossos membros reconheçam quais são os aspectos e práticas importantes que uma Igreja deve possuir. Ontem tivemos a oportunidade de ouvir sobre a Disciplina na Igreja baseada em 1 Coríntios 5. Outros textos serão examinados durante nossos estudos.

Doença e Sintomas – O pecado cometido é somente o sintoma de uma doença espiritual que podemos chamar de queda. É esta doença que Jesus erradicou com Sua morte. Na igreja de Corinto, muitos problemas e exemplos ruins são expostos por Paulo nesta carta. Inicialmente vemos que nesta igreja a filosofia e conhecimento humanos, partidos e divisões eram elementos venerados e motivo de estarem “ensoberbecidos” (4.6; 4.18,19; 5.2).

O afastamento da Palavra de Deus e a implantação em seu lugar de teorias humanas, filosóficas pagãs parecem ter suplantado a pureza da Igreja de Corinto, o que resultado inevitável de afastar-se da Palavra. Isso a ponto de um membro daquela igreja manter relações sexuais com sua (possível) madrasta e continuar ainda a ser membro comum na Igreja.

A morte ética e moral da igreja é consequencia inevitável da desvalorização da pregação expositiva da Bíblia em nossa igrejas hoje assim como ocorreu com os irmãos de Corinto. A Bíblia é que deve reger a conduta dos membros da Igreja, mostrando o caráter de Cristo aos membros para que todos tenham A Referência correta a seguir. Mas quando as filosofias e critérios humanos e seculares passam a ser objeto de desejo ou reger o pensamento da Igreja, inevitavelmente confusão e morte espiritual se seguem.

Poderíamos dizer que, assim como a febre é resultado de infecção, o pecado é sempre resultado da Queda. O remédio para o pecado hoje é a morte de Jesus na qual só podemos crer através do testemunho da Palavra. A “administração” da Palavra de Deus regularmente trás sanidade e cura do Pecado mas não ainda da Queda. A queda será extinta na Glorificação.

O Elemento Central do Culto – O fato de haverem partidos na igreja em favor uns de Paulo, outros de Apolo e outros de Pedro, mostra claramente que o elemento central nas reuniões da Igreja de Corinto não era a Palavra de Deus (pois Paulo, Apolo e Pedro pregavam o mesmo Evangelho) mas sim o personagem no púlpito daquela igreja. À partir daí segue-se todos os demais problemas daquela Igreja.

Disciplina na Igreja – Os pecados e faltas por parte dos membros, numa Igreja é sempre trágico mas em certa medida aceitáveis quando ocorrem pois todos os membros da Igreja são ainda pecadores e falhos. Não devemos minimizar nossa atitude contra o pecado em relação a isto. As faltas e pecados encontrados em algum membro da Igreja, são sinal de derrota por parte dos faltosos apenas, e a princípio não desabonam Igreja alguma, mas a falta de disciplina na Igreja destes mesmos pecados é sinal de derrota da Igreja toda.

Por isso uma das marcas de uma Igreja saudável sem dúvida alguma é a disciplina na Igreja.  Paulo neste texto de 1CO 5, usa expressões e termos dos quais muitas igrejas tentam minimizar hoje. Não há porém dúvidas do que podem significar as expressões de Paulo como: “tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou” (5.2); “já determinei,… que o que tal ato praticou,… Seja, este tal, entregue a Satanás para destruição da carne…” (5.3 a 5); “Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo” (5.13).

A Igreja deve contudo agir de modo que a disciplina vise sempre o restabelecimento do pecador e nunca retaliação ou vingança. A disciplina deve sempre ser ministrada com amor e compreensão, contudo sempre condenando o pecado e procurando levar o membro ao arrependimento e abandono do pecado.

“As palavras de Jesus em Mateus 18, de Paulo em 1 Coríntios 5-6, e muitas outras passagens claramente mostram que a igreja deve exercer julgamento internamente e que esse julgamento tem propósitos de redenção, não de vingança (Romanos 12:19). No caso do homem adúltero em Corinto e dos falsos mestres em Éfeso, Paulo disse que eles deveriam ser excluídos da igreja e deveriam ser entregues a Satanás de forma que eles pudessem ser melhor instruídos e suas almas pudessem ser salvas (veja 1Coríntios 5; 1 Timóteo 1).” (Fonte: http://www.bomcaminho.com/md009.php)

A Falta de disciplina na Igreja é uma das causas do empobrecimento de pessoas sãs na fé. Descompromissadas com a Verdade e com o Testemunho prático de Jesus. Uma Igreja sem disciplina Bíblica pode estar cheia de pessoas e vazia do caráter de Jesus. Não é isso o que o mundo espera da Igreja. Pensando bem… talvez o título desta postagem não seja real nos dias de hoje. Talvez tenha sido a mais pura verdade em tempos passados, mas hoje, talvez o mundo já não veja o pecado da Igreja como uma manchete. Isso é o trágico da história, a saber, o mundo não enxergar na Igreja nada diferente do que ele enxerga em si mesmo.

Marcas da Igreja – Disciplina

Foto.SolanoprelO exercício da disciplina na igreja é algo tão importante que o reformador João Calvino a considerou, ao lado da proclamação da Palavra e da administração dos sacramentos, uma das marcas que distinguem a igreja verdadeira da falsa. Ou seja, na igreja falsa não somente está ausente a pregação das inspiradas Escrituras e os sacramentos são antibíblicos, ou incorretamente administrados, mas ela é negligente, também, na preservação de sua pureza moral e doutrinária.

A igreja, às vezes, não segue os passos e objetivos de disciplina eclesiástica delineados na Palavra de Deus. Quando negligencia essa área, passa a abrir mão da identidade peculiar dos seus membros, perante o mundo. O resultado é que a autoridade na pregação e o testemunho do Evangelho ficam prejudicados.

Leia na íntegra em: http://www.solanoportela.net/artigos/disciplina_igreja.htm

Colossenses e a Perfeição em Cristo

colossenses COCEBEOntem a exposição da carta de Paulo aos irmãos da Igreja de Colosso foi muito edificante e proveitosa para nossa igreja. Dando continuidade a 1º mensagem pelo Pb. Francisco Mariano, o Pb. Alexandre Ramos, pastor da COCEBE, expôs esta carta tão atual e relevante para nós hoje.

O Capítulo 1 e 2 foi examinado ponto a ponto e neles vimos a aplicação prática para nossos dias desta mensagem tão atual pois nela Paulo aponta erros e conceitos que permeiam nossa atual teologia frouxa e relaxada. Paulo combate o Gnosticismo, o Misticismo e o Legalismo. Tendo plena certeza de que estes erros são comuns nos arraiais do SENHOR nos dias atuais, recebemos uma mensagem extremamente necessária.

O Gnosticismo advogava a favor de uma revelação maior, melhor e definitiva, acima da mensagem de Jesus Cristo e do ensino transmitido pelos apóstolos. A revelação até então dada a Igreja acerca do Evangelho era incompleta segundo os gnósticos, e era necessário para a edificação e crescimento em santidade e salvação, uma revelação extra. Deus daria a cada um uma revelação definitiva que conduziria o indivíduo a níveis mais altos em direção à perfeição diante de Deus.

O Misticismo era outra doutrina comum na comunidade de Colosso. Outros rituais estavam sendo praticados e ensinados mas que não eram aquelas cerimônias instituídas por Cristo que são o Batismo e a Ceia. Esses rituais impeliam os praticantes ao ritualismo e misticismo como formas de elevação espiritual. Por isso Paulo cita o batismo e a morte com Cristo nessas águas. Esse ritual era definitivo para o crente não necessitando de nenhum outro pois nele pela fé o crente foi sepultado pelo batismo e ressuscitado pela fé JUNTAMENTE com Ele.

O Legalismo é claramente outro ensino combatido por Paulo nesta carta. Através de observância de certos mandamentos, cumprimento de certos rituais e a imposição a si mesmos de certas práticas, os mestres legalistas ensinavam que se alcançaria a perfeição e crescimento diante de Deus bem como o Seu favor de maneira mais plena. Através de práticas e observâncias diversas Deus agiria em favor dos praticantes de certas invenções humanas.

É possível observar certas práticas em diversos segmentos da igreja hoje que inevitavelmente se encaixam nessas práticas denominadas Gnosticismo, Legalismo e Misticismo. Algumas comunidades ditas cristãs praticam todos estes erros. Muitos líderes assumem o papel de cabeças da Igreja e sem embaraço algum declaram possuir acesso ao Pai para receber Dele as revelações de que a Igreja precisa. Isto não está patente a todo aquele que crê mas apenas a pastores, profetas e apóstolos contemporâneos. Isto nada mais é do que gnosticismo e negação do sacerdócio universal. Assim também observamos que o legalismo é outra prática muito comum em nossas comunidades pois há um senso comum de que se cumprirmos mandamentos e obedecermos a Deus, obteremos por isso o Seu favor e seremos mais amados por Ele.

De modo vulgar e escancarado como exemplo de legalismo em nossas igrejas podemos falar acerca do ensinamento sobre dízimos e ofertas. Há o ensino de que devolver o dízimo e a oferta garante a multiplicação. Damos a Deus para podermos receber, esta é a raiz do legalismo. Mesmo a obediência a mandamentos claros e comuns da Escritura devem ser cumpridos por causa já do amor de Deus mostrado a nós. Não obedecemos para sermos salvos, mas obedecemos por causa da salvação já garantida pela obra de Jesus. Aliás somente o salvo pode obedecer de modo a agradar a Deus pois é Cristo e Seu Espírito que impelem o salvo a obedecer, o contrário é impossível isto é, obedecer para receber a salvação e o Espírito.

Revelações especiais, atos proféticos e rituais de batalha espiritual…, estas práticas são condenadas pela escritura. Paulo as combate de modo veemente e incisivo não deixando margem para que caiamos nessas práticas.

A apresentação de Jesus à Igreja de Colosso deve ser feita novamente à nossa Igreja a cada dia. Quem é Jesus? Quem é o SENHOR? Isso deve ser respondido a cada culto, a cada reunião.

Jesus, aquele cujo nome é invocado sobre nós em nosso batismo e durante nossa jornada, é ninguém menos do que aquele que “é imagem do Deus invisível” (Cl 1.15), por isso, estando Nele não necessitamos de nada mais do que Dele a cada dia. Em Jesus Cristo nosso senhor, Deus o Pai deixou de ser invisível pois Ele é a Imagem Do Invisível! Além de Cristo não precisamos de mais nada.

Paulo anunciava a Cristo para poder apresentar a Deus “todo o homem perfeito em Jesus Cristo” (Cl 1.28). A mensagem que recebemos ontem na COCEBE foi esta: Voltemos do Gnosticismo gospel, do Misticismo e do Legalismo gospel para Cristo Jesus. Não precisamos de nada além da mensagem de Jesus e dos apóstolos pois estamos “… perfeitos nEle, que é a cabeça de todo o principado e potestade” (Cl 2.10)

Por: Pb. Alexandre Ramos – Pr. da COCEBE

A Morte de Uma Igreja

Extraído de: http://aigrejaaogostodofregues.blogspot.com.br/2011/11/morte-de-uma-igreja.html

 

Escrito por Hernandes Dias Lopes

As sete igrejas da Ásia Menor, conhecidas como as igrejas do Apocalipse, estão mortas. Restam apenas ruínas de um passado glorioso que se foi. As glórias daquele tempo distante estão cobertas de poeira e sepultadas debaixo de pesadas pedras.
Hoje, nessa mesma região, há menos de 1% de cristãos. Diante disso, uma pergunta lateja em nossa mente: o que faz uma igreja morrer? Quais são os sintomas da morte que ameaçam as igrejas ainda hoje?
Em primeiro lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela se aparta da verdade. Algumas igrejas da Ásia Menor foram ameaçadas pelos falsos mestres e suas heresias. Foi o caso da igreja de Pérgamo e Tiatira, que deram guarida à perniciosa doutrina de Balaão e se corromperam tanto na teologia quanto na ética.
Uma igreja não tem antídoto para resistir à apostasia e à morte quando a verdade é abandonada. Temos visto esses sinais de morte em muitas igrejas na Europa, América do Norte e também no Brasil. Algumas denominações históricas capitularam-se tanto ao liberalismo quanto ao misticismo e abandonaram a sã doutrina.
O resultado inevitável foi o esvaziamento dessas igrejas por um lado ou o seu crescimento numérico por outro, mas um crescimento sem compromisso com a verdade e com a santidade.
Em segundo lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela se mistura com o mundo. A igreja de Pérgamo estava dividida entre sua fidelidade a Cristo e seu apego ao mundo. A igreja de Tiatira estava tolerando a imoralidade sexual entre seus membros.
Na igreja de Sardes não havia heresia nem perseguição, mas a maioria dos crentes estava com suas vestiduras contaminadas pelo pecado. Uma igreja que flerta com o mundo para amá-lo e conformar-se com ele não permanece. Seu candeeiro é apagado e removido.
Em terceiro lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela não discerne sua decadência espiritual. A igreja de Sardes olhava-se no espelho e dava nota máxima para si mesma, dizendo ser uma igreja viva, enquanto aos olhos de Cristo já estava morta.
A igreja de Laodicéia considerava-se rica e abastada, quando, na verdade, era pobre e miserável. O pior doente é aquele que não tem consciência de sua enfermidade. Uma igreja nunca está tão à beira da morte como quando se vangloria diante de Deus pelas suas pretensas virtudes.
Em quarto lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela não associa a doutrina com a vida. A igreja de Éfeso foi elogiada por Jesus pelo seu zelo doutrinário, mas foi repreendida por ter abandonado seu primeiro amor.
Tinha doutrina, mas não vida; ortodoxia, mas não ortodopraxia; teologia boa, mas não vida piedosa. Jesus ordenou a igreja a lembrar-se de onde tinha caído, a arrepender-se e a voltar à prática das primeiras obras. Se a doutrina é a base da vida, a vida precisa ser a expressão da doutrina.
As duas coisas não podem viver separadas. Uma igreja viva tem doutrina e vida, ortodoxia e piedade.
Em quinto lugar, a morte de uma igreja acontece quando lhe falta perseverança no caminho da santidade.
As igrejas de Esmirna e Filadélfia foram elogiadas pelo Senhor e não receberam nenhuma censura. Mas, num dado momento, nas dobras do futuro, essas igrejas também se afastaram da verdade e perderam sua relevância.
Não basta começar bem, é preciso terminar bem. Falhamos, muitas vezes, em passar o bastão da verdade para a próxima geração.
Um recente estudo revela que a terceira geração de uma igreja já não tem mais o mesmo fervor da primeira. É preciso não apenas começar a carreira, mas terminar a carreira e guardar a fé! É tempo de pensarmos: como será nossa igreja nas próximas gerações? Que tipo de igreja deixaremos para nossos filhos e netos? Uma igreja viva ou igreja morta?
Rev. Hernandes Dias Lopes é bacharel em Teologia pelo Seminário do Sul, Campinas/SP, e doutor em Ministério pelo Reformed Theological Seminary de Jackson, no Missisipi, nos Estados Unidos. Pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória desde 1985. É conferencista e escritor, com mais de 70 livros publicados.
Hernandes Dias Lopes

Hernandes Dias Lopes

Pastor, líder da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória; doutor em Ministério; Presidente da Comissão Nacional de Evangelização da Igreja Presbiteriana do Brasil; conferencista e escritor.

 Fonte: Comunhão